Névoa contínua
O dia já caminha
Quintana diz:
"que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda."
Envolto o dia
Branco lenço
Ferido de mortal desleixo
O tempo se arrasta
Escrevo com quatro mãos,
E recito:
Meu ser bagunçado
Em teu seio dilatado
Descansa em vermelhidão
Nosso sono sossegado
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Manifesto ao extraordinário;

Eu sou milhares
E ando sem sapatos apertados
Sem nó na garganta
Meu choro é livre e deliciosamente doce
Fumaça, elevador, poeira
Chão firme em passadas largas
"O extraordinário é a prioridade"
Gritemos!
Utopia primaveresca do futuro
Galope no ventre da madrugada
Porque é tempo
De manhãs vermelhas
Nessa página nova e invertida
Dias e noites serão sempre
Calçados com esperança
Nos pés que dançam ciranda.
sábado, 11 de abril de 2009
O Cidadão do Mundo.
Um homem
Destes comuns
Um humano
Mediano;
Feito de sangue e suor
Mal cheiroso
Perfumado com uma dor
Sambando de lado;
Anda arrotando poemas
Com cheiro de rosas roubadas
Com cheiro de rosas roubadas
Cada sílaba dissonante
Uma pétala da boca lhe escapa;
Hoje sonha acordado
Tem nos bolsos alguns trocados
Leva no rosto um sorriso
E na boca beijos roubados.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Viva la vida;
Fitei teus olhos
Amargos, fundos, negros
Vi um quase morto
Dentro e fora deles
Fora o morto morre
Dentro vive
Moribundo.
Mar de morte que me afoguei
Perdido, desavisado, mudo
Caminhante de passos largos
Me calei diante do mundo.
Amargos, fundos, negros
Vi um quase morto
Dentro e fora deles
Fora o morto morre
Dentro vive
Moribundo.
Mar de morte que me afoguei
Perdido, desavisado, mudo
Caminhante de passos largos
Me calei diante do mundo.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Pr'Ela.
De todos os amores que a vida me deu
Foi o teu que eu guardei
Pelo restante dos dias
Até o juizo final
Guardo teu sorriso
Com a mais pura lembrança
De dias coloridos
De olhos negros e cabelos vermelhos
Tuas cores de amor
Num coração rubro
Desejo e quero
Teu sangue em minhas veias
Sorrisos, bocas e caras
Nessa roda colorida
Nessa ciranda da vida
Decidi ser teu.
- Escrito em algum lugar do Maranhão na volta pra casa, depois de dias realmente felizes.
Foi o teu que eu guardei
Pelo restante dos dias
Até o juizo final
Guardo teu sorriso
Com a mais pura lembrança
De dias coloridos
De olhos negros e cabelos vermelhos
Tuas cores de amor
Num coração rubro
Desejo e quero
Teu sangue em minhas veias
Sorrisos, bocas e caras
Nessa roda colorida
Nessa ciranda da vida
Decidi ser teu.
- Escrito em algum lugar do Maranhão na volta pra casa, depois de dias realmente felizes.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Pensamentos Esparsos. [ Parte I ]
Aprendi a ficar em silêncio.
Não o silêncio mudo, quieto e sem efeito. O meu silêncio estronda os quatro cantos da parede do meu quarto, os alicerces da minha casa, o bairro inteiro acorda com esse silêncio e o fato é que nada nesse mundo conseguiria ser mais barulhento, ensurdecedor e conflitante do que um pensamento solto no silêncio de desequilibradas palavras, desajeitados gestos e vergonhosos olhares.
As palavras nada dizem e dizem menos ainda as intenções com as quais essas desequilibradas, delinqüentes e dementes frases foram jogadas nos ouvidos do mundo. Todo esse repertório de sílabas que estalam a língua e os dentes, depois a língua e os lábios, depois os lábios e os dentes, o céu da boca (...) não dizem nada além da terrível limitação de não saber o que se quer e é essa característica de um senso comum limitado que joga por terra qualquer chance dessas palavras ficarem em um silêncio individual. Que se exploda! Vá ao mundo desequilibradas, delinqüentes e dementes palavras, porque é no mundo que essas letras devem ganham a vida boêmia que desejo.
Os gestos, desajeitados e imprecisos confundem mais do que explicam e é lógico que não foram feito para explicações teóricas acerca do vazio ou do inconseqüente, porém tampouco foram imaginados para confundir. Como se fosse uma ilha a procura do sol* o corpo se coloca numa busca de desejos, prazeres e inquietudes, caçando ao redor de tudo o que lhe faz bem o ilimitado e o infinito, mas é a realidade que puxa os pés de sonhadores corpos para abaixo de sete palmos e os mostra os quão condicionados estes estão daquilo que é objetivo e concreto da sua terrível limitação.
Os olhares, estas silenciosas portas por onde se consegue captar o que há de mais belo e o que existe de maior em sentimentos, os olhares... Esses nada dizem e nada explicam, apenas confundem ou ao menos é a confusão de uma explicação que não teria como descrever em palavreados inúteis e sem vida.
Esse silêncio é o que sustenta o peso dos meus sonhos, é este silêncio que faz com que a cada novo despertar da consciência um novo desejo brote no meu corpo pesado para sair da prisão que construí em volta de planos que nunca serão concretizados e que eu já não abro mão, parece impossível. E é. Mas e daí?
Que se exploda!
domingo, 28 de dezembro de 2008
Noite estrelada.
Caiu a noite estrelada
Límpida, úmida e colorida...
... Hoje chorei um mar de ilusão
Derrubei um sonho
Fiz miséria em teu coração
Voltei ferido de morte
Armado de paixão
Soluçando.
... Mas voltei.
Límpida, úmida e colorida...
... Hoje chorei um mar de ilusão
Derrubei um sonho
Fiz miséria em teu coração
Voltei ferido de morte
Armado de paixão
Soluçando.
... Mas voltei.
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